Dux da Lusófona Fala Sobre a Morte dos Colegas

Dux da Lusófona Fala Sobre a Morte dos Colegas

O Dux do caso Meco-Lusófona, João Gouveia, afirmou, em entrevista a um órgão de comunicação nacional, que o que mais lhe custou “foi ver os colegas [vítimas] expostos, sem estarem cá para se defenderem“.

Agora que o Ministério Público arquivou o processo e as famílias das vítimas estão revoltadas e indignadas, acrescenta que, com todo o processo mediático pelo qual passou, interrompeu o seu luto pelos colegas, não chegando a fazê-lo. Relata, também, o que sentiu durante o momento da tragédia: “eu já estava a ver tudo negro, achava que não havia nada mais a fazer… De repente, fui puxado pelo mar…“.

A verdade é que não foi levado. Recorda: “saí da água a arrastar-me e a vomitar, sem forças nenhumas“. Diz que, até ao momento fatídico, “aquele fim-de-semana, para nós, estava a ser muito positivo“.

Lembra também a dor nas horas que se seguiram, declarando: “imagine o que é mexer nos telemóveis para encontrar algum contacto de pai ou de mãe“.

Além disso, revela: “a Polícia Marítima queria que eu ficasse com os pertences dos outros” (as vítimas).

Salienta que continua a ter acompanhamento médico e que, para aquele grupo de alunos, era “expressamente proibido o consumo de drogas“.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *